Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

O medo

 

 

 

Medo... algo que já todos sentimos muitas vezes sem duvida.

Medo das mais variáveis coisas, desde a mais tenra idade.

 

Temos medo do medo, ou seja, temos medo de algo que não conhecemos, logo a tendência é a protecção.

 

Protecção dos sentimentos, só com outros sentimentos se protegem e forma-se um escudo protector que aprisiona a mente.

 

Quando permitimos que o sentimento medo invada nossa mente, ele rapidamente se propaga como um cancro, corroendo todas as nossas forças e sentidos. Tudo em seu redor fica obscurecido, deixamos de pensar com clareza e tentamo-nos proteger, porque temos medo do medo.

 

Quando deixamos esse sentimento instalar-se, com ele instalam-se outros sentimentos pequenos e sem o minímo valor, mas que corroem tanto ou mais: cinismo, egoísmo, amargura, impaciência, maleficência, intolerância, rudeza, etc.

 

Sentimentos menores que nos ofuscam o pensamento, não o deixando agir com clareza.

 

E quantas vezes agimos com os sentimentos acima referidos, em riste e quantas vezes... involuntariamente… se pensarmos bem! Tudo isto porque temos medo do medo. E medo implica agir com protecção e é aí que tomamos como certos os sentimentos pequenos.

 

Mas que é o medo? Porque nos faz sentir de uma forma tão desconfortável? Mas medo de quê?

 

Podemos não o saber explicar, mas que sentimos medo, sentimos!!!

 

Até o ser humano considerado de má índole socialmente, nas suas más acções de maldade consciente, as faz por medo, e por só assim se sentir seguro de si mesmo, intocável. Mas sempre teve medo de ser a vitima.

 

Quando ouvimos um ruído em casa, onde só estamos nós, escondemo-nos ou vamos ver de onde provêm? Se nos escondermos, ficaremos sempre na dúvida e com o medo.

 

Tentar entender o medo. Tudo que é percebível deixa de assustar.

 

Temos que ir ao encontro do medo, enfrentá-lo, não lhe virar as costas. Entende-lo. Conhece-lo.

 

O medo tolhe-nos dos mais agradáveis sentimentos.

 

Quando nos sentimos ameaçados, auto protegemo-nos e a forma como nos protegemos dos outros pelo medo, tem de facto sentimentos mesquinhos.

 

Mas também não podemos deputar a alguém a nossa responsabilidade do medo. Cada um tem os seus medos, logo cada um terá que os conhecer, enfrenta-los, compreende-los e tentar supera-los, para assim viver uma vida iluminada de beleza e bem estar.

 

publicado por Sempre seriamente na boa às 17:26
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

A linguagem do amor.

 

 

 

 

 

A linguagem do amor é a mais simples e, ao mesmo tempo, a mais complexa que pode existir.
 
A mente cria, até como forma de se defender daquilo que não conhece muito bem, alguns “inimigos” como o orgulho, a vaidade e o egoísmo, tirando conclusões precipitadas e renegando os sentimentos mais genuínos e puros.
 
O contágio que advêm desses “inimigos”, resulta em atitudes camufladas e, por fim, os sentimentos são absolutamente insatisfatórios e tristes.
Ao considerar esses sentimentos contaminados como legítimos, perde-se a essência.
 
A vaidade não deixa ver o essencial; o orgulho e o egoísmo revelam apenas sentimentos mesquinhos, pequenos, onde não há felicidade em hipótese alguma. Traz apenas uma sensação de satisfação momentânea, mas logo depois leva ao vazio e à estagnação.
 
Errar hoje não anula a hipótese de acertar amanhã (e vice-versa). Assim como o sentimento raiva, ofender, ser ofendido, magoar, ser magoado é absolutamente humano e compreensível.
 
Também não significa humilhação, correr para os braços de quem já não nos quer ou insistir num relacionamento que já acabou, isto significa, sim, o parar de tentar encaixar certas atitudes em regras, como se o amor fosse um jogo, onde um deve ganhar e o outro perder.
 
O amor é o mais nobre sentimento que pode existir, logo não pode ser humilhante.
 
Seja para tentar ou para desistir, seja para falar ou calar, mas sempre, sempre baseado no que realmente se sente e não no que se pretende fazer com que o outro sinta.
 
Aprende-se desde muito cedo, que o sofrimento chega quando se está exposto, vulnerável, aberto para o outro... e isso é verdade! E, assim, acredita-se que só há uma maneira de não sofrer: fechar, defender, proteger do outro... e isso é mentira! Simplesmente porque não existe nenhuma maneira de não sofrer.
 
A protecção que se tem em relação ao outro é não demonstrar o que se sente, é não compartilhar, não “precisar”. No entanto nem se dá conta que enquanto ao tentar protege-se, torna-se refém de si próprio.
 
Pode-se perceber que estar na defesa é quando se usa expressões como: “eu gostaria que ele me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso”, ou “se ele não demonstra que me ama, por que eu deveria fazer isso”?
O problema é quando desnorteamos a nossa vida a partir do outro: “se ele não fizer isso, eu também não faço”, “se ele não disser, eu também não digo”, “se ele não demonstrar, eu também não demonstro”. Que contabilidade miserável é essa?!? O amor não funciona desse jeito e, assim, continua-se a morrer de solidão, carência, angústia e depressão!!!

Começar a agir por conta e risco! Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluído o risco (absolutamente provável) de ser correspondido, amado, respeitado, querido e tudo o mais que possa haver de bom no exercício de compartilhar amor!!!
 
Também se pergunta desta forma: “mas eu não me estarei desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber, se me expor a esse ponto?”...E a resposta é outra pergunta: O que é desrespeitar-se? Desrespeitar-se é fazer algo que não gostaria de estar a fazer, ou ao contrário, é não fazer algo que gostaria de estar a fazer.

Portanto, a pergunta mais importante é: o que se quer fazer? Compartilhar amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar o que se sente, falar sobre os sentimentos?
Ou desperdiçar a vida à espera da “permissão” do outro? Ou medir a capacidade de amar e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro? É necessário, assumir, admitir e sobretudo, acolher.
 
Abrindo aos pouquinhos, pedindo devagarinho… porque assim fica mais fácil reconhecer e respeitar o limite. E entenda-se por limite a “linha” que separa o desejo da sua verdadeira percepção de que já se deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, jamais seria possível defender a ideia de que se passe a vida inteira a doar-se para alguém que não tem espaço para receber. No momento em que se sentir que se atingiu o limite, simplesmente se deve agir com amor-próprio e recolher-se, para dar a hipótese de compartilhar o amor com alguém que tem espaço para isso.
publicado por Sempre seriamente na boa às 23:47
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